14/07/2017

Diário #4 - Problemas, desânimo e a melhor coruja do mundo



Olá pessoas! Este já é o quarto post da categoria Diário, aquele tipo de post que eu basicamente sento em frente ao computador para reclamar sobre a minha vida. Esse é o tipo de post que eu faço mais rápido, pois tudo flui muito naturalmente e eu nem preciso reler mais de duas vezes após escrevê-lo. Os temas de hoje são esses do título e socorro, nunca me vi tão desanimada na minha vida. Sabe quando você apenas existe? Tipo naquelas aulas chatas de matemática das quais você não entende nada e tudo parece virar uma distração. Pois é, o problema é que eu estou em uma VIDA  chata e meus dias voam rapidamente, enquanto eu me distraio em um joguinho de celular ou com formigas andando na calçada. A melhor parte é o jeito que eu lido com isso. Eu apenas vou levando, sabe? Eu observo todo o trajeto das formigas e zero todos os jogos possíveis, pois infelizmente são as únicas coisas que eu consigo fazer naquele momento, então eu tento não forçar a minha própria barra. Claro que no meio disso tudo eu torço muito para essa fase passar e eu voltar a ser a garota cheia de energia que eu era antes.

A verdade é que os últimos meses foram muito difíceis para mim e embora eu não queira escrever sobre esses problemas, acredito que tudo seja por conta deles e se for eu fico muito decepcionada comigo mesmo, porque meu lado racional diz que esses problemas não deveriam me deixar desse jeito, mas o lado sentimental já se jogou de cabeça na bagunça (ou na famosa bad) e eu nem ouso tentar tirar ele de lá. A única coisa que eu consigo fazer é me distrair das piores-melhores formas possíveis, apenas como uma forma de aliviar a dor que tudo isso me traz. O problema é que a vida não para e eu já estou atolada de trabalhos e provas para semana que vem e eu já me ferrei em várias provas passadas por conta disso, então ou eu dou um jeito nisso agora ou eu vou ter que lidar com as consequências futuramente.


Eu sou uma pessoa que sente demais, ou seja, pequenas coisas me atingem de forma muito violenta e isso abala a minha vida completamente. A minha vida inteira eu me fiz de durona e criei milhares de muros ao meu redor a fim de me proteger das pessoas e acontecimentos ruins, mas a verdade é que eu sempre fui uma pessoa muito sentimental e eu diria até que frágil. O estranho disso tudo é que ultimamente eu não sinto nada e sinceramente eu preferia estar sentindo tudo, pois o que restou foi um vazio terrível dentro de mim. Um vazio que não me permite fazer coisas grandes como sonhar, estudar, planejar meu futuro e viver bem. E também que não me permite fazer pequenas coisas, como me alimentar corretamente, me arrumar e conversar com as pessoas do meu dia a dia. E não, eu não estou sozinha. Eu tenho muitas pessoas ao meu redor para me ajudar a lidar com isso, mas eu perdi algo que era uma das peças fundamentais na minha vida e essa peça faz bastante falta. Além disso, eu meio que tentei resgatar tudo que eu perdi com minhas escolhas anteriores, mas parece que a vida está me dando todos os sinais de quê não adianta voltar. Tudo mudou e eu não tenho mais as opções que eu tinha antes.


Ah, mas esse post não vai ser só tristeza não viu? Se liga nessa coruja que eu estava de olho há meses toda vez que eu ia pro supermercado. Eu sei, ela se parece com a Edwiges de Harry Potter (hihihi). Finalmente meu pai a comprou e ultimamente ela tem sido um grande apoio para mim (risos). Eu me apaixonei por ela desde a primeira vez que a vi entre dezenas de ursinhos de pelúcia, porque quem me conhece sabe que eu amo corujas e me desmancho por qualquer objeto que seja de coruja. O mais legal é que as pessoas acham ela tão fofa, mas tão fofa que nem dão atenção ao fato de uma pessoa de 17 anos andar com uma coruja de pelúcia na bolsa. Mas em minha defesa, ela serve como um ótimo travesseiro e como eu passo o dia na escola é sempre bom ter algo fofo por perto para eventuais cochilos. 

Eu sei que esse post foi meio confuso e que provavelmente vocês não vão entender muito bem o que está acontecendo, mas o que importa é que pra mim ele faz todo sentido e escrever tudo isso me ajudou de alguma forma. Eu tentei fazer um texto sobre os problemas e tals, mas eu não sou boa em passar pro papel aquilo que eu estou sentido. Eu prefiro apenas colocar os fatos como nesse post, apenas para eu mesma refletir sobre os acontecimentos. Se você leu até o final, obrigada por chegar até aqui e espero que tenha gostado da minha coruja.

Um beijo e até o próximo post 💓

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